2017-09-28
2017-09-27
2017-09-25
2017-09-24
2017-09-23
2017-09-22
temos a louca mania de relativizar tudo à nossa volta
As coisas
A bengala, as moedas, o chaveiro,
A dócil fechadura, as tardias
Notas que não lerão os poucos dias
Que me restam, os naipes e o tabuleiro.
Um livro e em suas páginas a seca
Violeta, monumento de uma tarde
Sem dúvida inesquecível e já esquecida,
O rubro espelho ocidental em que arde
Uma ilusória aurora. Quantas coisas,
Limas, umbrais, atlas, taças, cravos,
Nos servem como tácitos escravos,
Cegas e estranhamente sigilosas!
Durarão para além de nosso esquecimento;
Nunca saberão que nos fomos num momento.
Jorge Luis Borges
2017-09-21
2017-09-20
2017-09-19
2017-09-18
mais uma vez sem exemplo - a sério
cada vez mais, Pedro Passos Coelho, parece uma daquelas varejeiras que entram em casa e andam feitas tontas a bater em todo o lado, abrimos a janela a ver se saem e nada!
2017-09-17
2017-09-16
2017-09-15
2017-09-14
2017-09-13
E, no entanto, nada existe no mundo que possa
impedir o homem de sentir-se nascido para a liberdade. O que quer que advenha,
jamais ele poderá aceitar a servidão, pois nele existe o pensamento. Jamais
cessou de sonhar uma liberdade sem limites, quer sob a forma de uma felicidade
passada, da qual, por castigo, teria sido privado, quer como felicidade
vindoura, que lhe seria devida através de uma espécie de pacto com uma
providência misteriosa. O comunismo concebido por Marx é a forma mais recente
deste sonho. Tal sonho, como todos os sonhos, sempre permaneceu vão, e se
através dele alguma consolação adveio foi semelhante àquela oferecida pelo
ópio; é já tempo de renunciar a apenas sonhar a liberdade e decidir concebê-la.
em Reflexões sobre as causas da liberdade e da opressão social, tradução de Maria de Fátima Sedas Nunes, Lisboa: Antígona, 2017, p. 73.
retirado do blogue de manuel a. domingos
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