2017-11-30
Não consigo imaginar estas mulheres como geradoras de ambiguidades. A interlocutora, que está de costas, conheci-a como uma grande mulher, no tamanho e na força interior.
2017-11-28
2017-11-26
2017-11-25
Nem mais um minuto de silêncio
Nem nos piores pesadelos, algum dia, imaginei que no Séc. XXI sentiria a urgência de dar voz a esta causa.
2017-11-24
«Para Deus o bom grão é mais importante e mais verdadeiro do que a cizânia, a luz vale mais do que a escuridão, o bem pesa mais do que o mal.»
Bem mais do que o(s) Papa(s)e/ou as pessoas da comunidade mais restrita, foi este discurso que me arredou da Igreja. Este modo simplista, lírico, desumano de olhar cada um para si próprio e para os outros.
Não posso dizer que tenho pena, pelo contrário, vou seguindo mais livre, que é o caminho que me convém. Livre na errância.
2017-11-23
Daqui
Hesitei se devia publicar esta foto. Não sou dada a considerar que uma imagem define uma pessoa ou situação. Mas é uma imagem forte, portanto, aqui fica.
Hesitei se devia publicar esta foto. Não sou dada a considerar que uma imagem define uma pessoa ou situação. Mas é uma imagem forte, portanto, aqui fica.
2017-11-22
o que nos sobra é tudo o que vai daqui até ao mar
TERRA NAVEGÁVEL
Vamos pela tarde fora à procura de deus.
Depois do dia ter falhado com as suas promessas
o que nos sobra é tudo o que vai daqui até ao mar.
Transporto no coração a contagem dos passos
e na cabeça a língua que se prende
por engano ao céu da boca.
Será sempre preciso navegar em terra,
agarrar o que resta pela cintura e disfarçar o corpo
nu entre os rochedos.
Cada palavra é um remo, cada abraço perdido
uma bóia a menos no costado.
Os aparelhos da fala excrementos das gaivotas.
A tarde recolheu os últimos sinais da divindade.
Avançamos à procura da água
prometida.
Confundimos as ondas com os limos da garganta,
as cavernas com as muitas moradas, o destino
com mais um precipício antes da noite.
Armando Silva Carvalho in "A Sombra Do Mar"
Assírio & Alvim
Vamos pela tarde fora à procura de deus.
Depois do dia ter falhado com as suas promessas
o que nos sobra é tudo o que vai daqui até ao mar.
Transporto no coração a contagem dos passos
e na cabeça a língua que se prende
por engano ao céu da boca.
Será sempre preciso navegar em terra,
agarrar o que resta pela cintura e disfarçar o corpo
nu entre os rochedos.
Cada palavra é um remo, cada abraço perdido
uma bóia a menos no costado.
Os aparelhos da fala excrementos das gaivotas.
A tarde recolheu os últimos sinais da divindade.
Avançamos à procura da água
prometida.
Confundimos as ondas com os limos da garganta,
as cavernas com as muitas moradas, o destino
com mais um precipício antes da noite.
Armando Silva Carvalho in "A Sombra Do Mar"
Assírio & Alvim
2017-11-21
2017-11-20
até quando?
No país dos brandos costumes, mais uma jovem mulher é morta pelo companheiro, na presença dos três filhos.
2017-11-19
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